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    • O ano que escapou de todas as previsões complicou ainda mais o trabalho dos economistas na hora de projetar o desempenho da atividade econômica do país. Saiba por que as previsões do PIB flutuaram tanto em 2020 As previsões do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nunca flutuaram tanto ao longo de um ano como em 2020. As do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, partiram de uma alta de 2,30%, projetada em janeiro; caíram até apontar um tombo de 6,54%, em junho; e 'melhoraram' até estimar, em dezembro, uma queda de 4,36%. O resultado final, divulgado nesta quarta-feira (3) pelo IBGE, mostrou um tombo ainda um pouco menor: 4,1%. O que já era difícil de prever ficou ainda mais complexo e impreciso diante de uma pandemia. A crise sanitária global, algo nunca visto na história recente, desencadeou uma crise financeira sem precedentes, com efeitos sucessivos e em cascata. Foi em cima deste quadro que os economistas tiveram que traçar suas projeções sobre a economia brasileira. Confira mais no vídeo acima. Initial plugin text

    • Impacto fez com que alguns setores caíssem muito acima da média e outros prosperassem no ano de maior queda da economia brasileira. Serviços de entregas cresceram durante a pandemia Marcelo Brandt/G1 A característica mais marcante da crise do coronavírus foi seu impacto desigual sobre diferentes setores da economia. Na queda histórica de 4,1% no PIB de 2020, divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há grupos de vencedores, que prosperaram mesmo em ambiente inóspito, e outros perdedores, que foram prejudicados muito além da média. PIB do Brasil despenca 4,1% em 2020 Serviços tiveram o pior desempenho do PIB em 2020; entenda o que aconteceu Agropecuária foi o único setor que cresceu no PIB de 2020 Claro que, evidentemente, a maior parte da economia tomou um golpe nunca antes visto. Mas as histórias de Daniela Teles e Aarão Ruben exemplificam bem essa disparidade em setores localizados. Ela, motorista de aplicativo de transporte, batalhou, corrida a corrida, com a queda de atividade em meio a uma frota de 120 mil de veículos em São Paulo. Ele, um empresário do setor de construção, foi beneficiado pela injeção de demanda por meio de programas de distribuição de renda, como o Auxílio Emergencial. Conheça as trajetórias e saiba quais setores saíram-se bem e outros que foram pior que o esperado em meio à maior crise da história. Crise sem precedentes Daniela Teles foi motorista de aplicativo por quatro anos, mas precisou devolver o carro à locadora por não conseguir pagar as prestações. Arquivo pessoal Aos 37 anos, Daniela foi motorista de aplicativo por quatro anos. Sempre preferiu as madrugadas, sem trânsito, para atender jovens que saiam de bares e baladas de São Paulo. Trabalhava, em média, 10 horas por dia e conseguia fazer R$ 330 em um turno. Veio a crise. A noite paulistana foi a nocaute e seu público minguou. Ela chegou a suspender as atividades por um tempo, pois mora com a mãe, que é do grupo de risco mais ameaçado pela Covid-19. Na hora de voltar ao trabalho, a solução foi transferir a jornada para atender o público diurno. Mas escritórios estavam vazios, eventos e reuniões também haviam deixado de acontecer. “O que segurou bastante foi o transporte de profissionais da saúde. Mesmo assim, o faturamento caiu 70%”, diz Daniela. Um agravante: o carro não era próprio. A conta da locadora de veículos é debitada direto do faturamento repassado pelo app de transporte. Quando a motorista deixou de trabalhar, foram gerados boletos. A dívida chegou a R$ 2 mil. Motoristas de aplicativos protestam no Rio contra promoções feitas por empresas durante a pandemia Como o dinheiro não sobrava, no início de setembro o carro foi pedido de volta pela locadora. Daniela chegou a dividir o carro com uma amiga para quitar os pagamentos atrasados, prática que as plataformas de transporte não permitem. Ela conseguiu o dinheiro para zerar a dívida, mas foi negativada no cadastro da locadora. Não conseguiu alugar outro veículo. Desde janeiro, Daniela trabalha como assessora parlamentar na Câmara dos Vereadores de São Paulo, dando apoio ao vereador Marlon Luz — eleito pela categoria de motoristas de aplicativo — e trabalha trazendo demandas da base eleitoral para o gabinete. Entregadores, motoboys e motoristas de aplicativo relatam a cronologia da pandemia em SP Perdedores da crise 19 de maio - Homem olha para o telefone no saguão vazio do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em meio ao surto de coronavírus (COVID-19), em Guarulhos, São Paulo Amanda Perobelli/Reuters Na ponta mais sofrida da economia, está o setor de serviços, da qual Daniela faz parte. Atividades como transporte aéreo, hotelaria, bares, restaurantes e tantos outros amargaram as consequências mais graves da necessidade de reduzir a circulação para contenção do coronavírus. Ainda que parte desses serviços tenha sido sustentada pela digitalização (caso do delivery de comida), o faturamento dessas atividades não chegou a compensar as perdas com a falta de público in loco. Mas as quedas bruscas não ficaram restritas aos serviços. Setores do comércio que dependem da circulação também penaram para repor os gastos recorrentes. Confiança empresarial cai em fevereiro, refletindo desaceleração da economia, aponta FGV Lojas fecharam as portas em São Paulo durante a crise Marcelo Brandt/G1 Um exemplo foi a performance do setor de vestuário e calçados. Na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, a queda foi de 22,7% em 2020. E é um cenário que se espalha para a indústria. Confecção de artigos do vestuário e acessórios teve queda de 23,8% na Pesquisa Industrial Mensal. Outro segmento do comércio que impacta na indústria por conta do afastamento: as papelarias. Com a interrupção nas aulas escolares, “Revistas e papelaria” tiveram queda de 30,6% na PMS e “Impressão e reprodução de gravações” caiu 38% na PIM, entre outros segmentos da cadeia. Ganhos na crise Aarão Ruben teve alta de 17,5% no faturamento em sua loja de material de construção, mas inflação e investimentos apertaram a margem de lucro. Arquivo pessoal Aarão Ruben é dono de uma loja de material de construção em Guarulhos, na Grande São Paulo. Na contramão do PIB do país, o setor foi um dos que mais prosperaram durante a crise do coronavírus. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, o setor teve 10,8% de alta em 2020. São dois principais motivos: as restrições de deslocamento, fechamento de bases de trabalho e o aperto da cesta de consumo anteciparam o apetite por fazer melhorias em casa ou nas empresas que, até então, adiavam reparos necessários. A injeção de recursos por meio do Auxílio Emergencial e outros benefícios sociais também deu orçamento extra para esses restauros. “O Auxílio Emergencial fez muita diferença, mas a demanda era tanta que causou desabastecimento. Alguns itens da construção civil, como ferro, tiveram aumento de mais de 100%. Eu pagava R$ 53 em uma tela para concretagem, hoje está R$ 160”, diz Ruben. Entre outros itens, o empresário cita também altas em tubos de PVC, e itens que dependem de resina, papelão etc. “Sumia do mercado e voltava sempre com aumentos”, afirma. Boa parte desse efeito está presente na inflação ao produtor, medida pelo Índice de Preços por Atacado (IPA). Com peso de 60% na composição do IGP-M, o indicador subiu 3,28% em fevereiro. O minério de ferro, para ficar apenas no exemplo citado pelo empresário paulista, teve a maior influência no resultado, com alta de 22,87%. Resultado da equação é que a loja teve alta de 17,5% em faturamento, mas conquistou crescimento líquido de cerca de 2%. A saída das mercadorias, portanto, ainda não compensou o avanço dos preços e formação do estoque. “Precisei investir em transporte e fazer contratações, pois estava vendendo mais. Mesmo sem colher tudo ainda, quanto mais animado é o mercado, mais se pode expandir e ampliar seu mercado”, afirma o empresário. Cientistas transformam rejeitos de madeira em material de construção e decoração Vencedores da crise Novo centro de distribuição do grupo Dafiti, inaugurado em fevereiro em Extrema (MG). Divulgação/Dafiti Group As sondagens mensais do IBGE também dão pistas de quem se saiu bem mesmo com a pandemia em curso. Dentre os poucos vencedores do setor de serviços, estão as atividades de Tecnologia da Informação (8,3%). No comércio, a venda de móveis e eletrodomésticos se destaca (10,6%). Ambos fazem a fórmula do home office - que teve enorme expansão para quem tem empregos mais qualificados e que dispensam o contato físico. Com o fechamento de comércio e dos serviços, também foram impulsionados segmentos que se beneficiam da maior parcela de tempo em casa. Na indústria, ganhou destaque a fabricação de produtos alimentícios (4,2%). No comércio, supermercados e hipermercados também cresceram com força (4,8%), junto com artigos farmacêuticos (8,3%). Varejo do Brasil perdeu 75 mil lojas em 2020, diz CNC Por fim, como mostrou o G1 na semana passada, ganharam força os setores que estavam bem posicionados no universo digital. O aumento na demanda por conta da pandemia de coronavírus e também o maior número de empresas que decidiram entrar no comércio eletrônico fez o setor crescer, em vendas, um montante de 68% na comparação com 2019. O e-commerce representava 5% do faturamento do varejo no final de 2019, mas alcançou um patamar acima de 10% em alguns meses do ano passado. 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    • Atividade avançou 2% em relação a 2019, apoiada em safra e preços recordes e demanda aquecida. Expectativa é de mais crescimento este ano, apesar de preocupação dos produtores com clima e custos. Em ano de fortes perdas geradas pela pandemia do coronavírus, a agropecuária foi o único dos três grandes setores da economia (serviços e indústria) que cresceu em 2020. Em relação a 2019, o segmento avançou 2%, em meio a uma queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mostram dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3). Crise dividiu 'vencedores' e 'perdedores' durante a pandemia Segundo o IBGE, essa alta ocorreu pelo crescimento e ganho de produtividade das lavouras, com destaque para a soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica. Por outro lado, no 4º trimestre de 2020, em relação a igual período de 2019, o agro teve variação negativa de 0,4% por perdas em culturas como a laranja (-10,6%) e o fumo (-8,4%). Produtores e economistas consultados pelo G1 afirmam que os fatores ajudaram a impulsionar o agro em 2020 foram: A safra recorde de grãos de 257,8 milhões de toneladas em 2019/2020; Investimento dos produtores em pacotes tecnológicos avançados - sementes, defensivos, fertilizantes e rações de maior qualidade; Clima favorável; Demanda externa aquecida - receio de desabastecimento de alimentos por causa do fechamento de fronteiras impulsionou importações dos países. E Brasil é um grande exportador do setor; Agro foi considerado uma atividade essencial durante a pandemia para evitar falta de mantimentos; Auxílio emergencial aqueceu a demanda interna; Valorização do dólar em relação ao real impulsionou exportações do agro; Recomposição do rebanho suíno chinês após peste suína africana puxou vendas de soja e milho do Brasil - grãos viram ração para os animais; Aumento da produção e exportação de carnes. E 2021? Para este ano, a expectativa é de mais crescimento, apesar de algumas preocupações dos produtores com o clima e custos de produção. Consultado pelo G1, o economista Renato Conchon, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), espera que a agropecuária avance mais 2,5% no PIB de 2021, apoiada na expectativa de mais uma safra recorde de grãos, estimada em 268,3 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o momento. "A colheita de grãos deve ser maior este ano do que em 2020, mas ela não deve vir tão boa quanto se esperava por questões climáticas e estabilização dos preços", diz Talita Pinto, pesquisadora do FGVAgro. Os fatores que preocupam os produtores são: O atraso na colheita de soja que postergou o plantio de milho; Chuvas intensas na colheita que estão prejudicando a qualidade da soja em alguns locais do país; Alta do dólar aumentou custo de importação de insumos, como fertilizantes e defensivos; Preços elevados da soja e milho pressionam o custo da ração animal; Apesar disso, economistas avaliam que as expectativas de crescimento para o PIB agropecuário e para a safra de grãos continuam muito positivas para o ano. Agro: 'ilha da prosperidade' Soja Divulgação/Confederação Nacional da Agropecuária O PIB calculado pelo IBGE leva em conta somente o que é produzido dentro das fazendas. Mas se colocar nessa conta tudo o que acontece da porteira para a fora, o crescimento do agro pode ter sido bem maior em 2020, e ter alcançando 19%, estima Talita, pesquisadora da FGV. A projeção dela é para o PIB do agronegócio calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a CNA. Esse indicador leva em conta o movimento de toda a cadeia do setor: insumos, agroindústria e serviços, que não pararam durante a pandemia, já que foram considerados atividades essenciais. De janeiro a novembro de 2020, o índice expandiu 19,66%, contra o mesmo período de 2019. "Uma grande ilha de prosperidade para a economia brasileira", comenta Guilherme Bellotti, gerente de consultoria de Agronegócios do Itaú BBA. "Apesar de todas as preocupações da pandemia, as pessoas continuam comprando comida. Elas podem substituir, por exemplo, uma carne de boi por frango ou porco, que seria mais barato, mas, ainda assim, continuam comprando", diz Talita, da FGV. Este cenário, somado à valorização do dólar em relação ao real, puxou as exportações do agronegócio brasileiro, que chegaram a US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da série histórica, atrás somente de 2018. As vendas externas foram puxadas, principalmente, pela soja. Somente a China comprou 73,2% do grão nacional. "Algo importante que tem puxado as exportações brasileiras é a recomposição do rebanho suíno chinês, depois de uma liquidação que teve entre 2018 e 2019", diz Bellotti, do Itaú. "Essa recomposição está ocorrendo baseado em um modelo de produção mais industrial, que depende de ração. E ração é basicamente farelo de soja e milho", acrescenta. A redução do rebanho suíno aumentou também a demanda chinesa por proteínas animais, o que favoreceu, mais uma vez, o Brasil. Em 2020, o país bateu recorde de exportação de carne bovina e suína. Quem ficou de fora? Por outro lado, o economista da CNA, Renato Conchon, lembra que nem todas as atividades do agro conseguiram se beneficiar do dólar alto. "O real desvalorizado oferece mais renda aos produtores exportadores, e temos muitos produtores que destinam alimentos ao mercado interno, como hortaliças e frutas", ressalta. Outras atividades sofreram bastante no início da pandemia. É o caso do setor de flores, por exemplo, que costuma vender mais no Dia das Mães, em maio, período em que medidas de restrição de circulação e de isolamento social estavam em curso em boa parte do país. "Naquele momento, houve uma redução do consumo de lácteos também e deixou-se de comprar leite dos produtores rurais", lembra Renato. Clima e investimentos No campo, os agricultores também foram "coroados" por um clima bom durante toda a safra de grãos de 2019/20. "O produtor fez um planejamento que deu tudo certo. Ele investiu em um pacote tecnológico avançado: isso quer dizer que ele utilizou sementes, fertilizantes e defensivos de maior qualidade, o que gerou uma maior produtividade", diz o economista da CNA, Renato Conchon. Atraso nas lavouras Mas, neste ano, o clima tem preocupado os produtores. A seca em setembro de 2020 atrasou o plantio de soja em Mato Grosso e no Paraná, principais estados produtores e que "dão a largada" na semeadura do grão. Já as chuvas intensas estão prejudicando a colheita neste início de ano, pois há dificuldade para avançar com as máquinas nas lavouras. E, com isso, o plantio do milho também está sendo postergado. "Eu tive 30 dias de atraso no plantio [de soja], e mais 15 dias na colheita. Então, grosso modo, nós temos um atraso de 40, 45 dias no plantio do milho", diz o produtor rural do município de Cláudia (MT), Zilto Donadello. Plantio do milho atrasou 45 dias na propriedade de Zilto Donadello Arquivo pessoal Zilto, que também é diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), afirma que as chuvas comprometeram a qualidade da soja nesta safra. E que, diante deste cenário, prevê uma diminuição de 25% a 30% na produtividade da sua plantação. O que significa que ele espera colher menos grão por hectare. "Se as condições climáticas não melhorarem durante o [cultivo do] milho segunda safra, a gente pode ter uma redução da quantidade produzida ao longo de 2021", diz o economista da CNA. Ele reforça, porém, que as expectativas para o setor continuam muito positivas, diante da demanda internacional aquecida e projeção de safra recorde. Em resposta ao G1, a Conab diz que, "até o presente momento", não tem informações de que o atraso nos cultivos de soja e milho possa impactar "a produção estimada para estas duas culturas". Renda Zilto acrescenta ainda que produtores venderam a soja antecipadamente não têm se beneficiado dos preços recordes da oleaginosa. "Eu comecei minhas vendas com R$ 78, R$ 80 [a saca] e terminei de vender por cerca de R$ 92, R$ 94. Pelo menos eu consegui cumprir meus contratos [...] Mas essa rentabilidade que está no mercado eu não vou ter", diz. A saca de 60 kg de soja fechou a terça-feira (2) cotada a R$ 168,96. Custos de produção Se, por um lado, a valorização do dólar tem remunerado bem os produtores, por outro, deve aumentar os gastos para produzir neste ano, afirma o economista da CNA. "O custo de produção da safra 2020/2021 subiu significativamente com a desvalorização do real em relação ao dólar. Com isso, fica mais caro importar insumos. 85% do fertilizante que a gente usa, por exemplo, é importado. E temos defensivos que são atrelados o câmbio também", diz Conchon. O pecuarista Aldo Rezende Telles, presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), conta que os gastos de alguns criadores para engordar o gado também aumentaram. O setor tem sido bem remunerado na venda do boi gordo e o preço da arroba chegou a bater recorde em fevereiro. "Dá uma aparência que é bom, mas os custos de produção estão crescendo. [...] Se usa milho e o caroço de algodão [para a ração], por exemplo. Nós compramos o caroço de algodão a R$ 420 a tonelada no ano passado, hoje ele custa R$ 1.150", diz. Aldo Rezende Telles, pecuarista de Mato Grosso e presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT) Arquivo pessoal "Mas, na minha propriedade, estamos indo razoavelmente bem, porque sobrou muito produto do ano anterior. Então vai pesar para a gente na hora de voltar a comprar os produtos as próximas safras. Nós temos trato até junho", diz Telles. Para o economista da CNA, o aumento dos custos pode impactar mais o PIB agro de 2022 do que o deste ano. Baixa oferta de carne Telles menciona ainda que há, atualmente, no mercado uma baixa oferta de gado para a produção de carnes. "Do ano passado para cá, o bezerro valorizou muito, então o pessoal deixou de matar vaca. Em vez de abater [a vaca], leva ela para o pasto e insemina para ter produção. Por isso que tem baixa oferta", diz Telles. Preço do bezerro tem valorização de mais de 56% em janeiro Apesar deste cenário, o consultor de agronegócios do Itaú, Guilherme Bellotti, diz que, diante da demanda internacional aquecida, o setor de carnes, em geral, deve ter crescimento este ano. "Com relação à carne bovina, provavelmente a gente deve ter um nível de produção oscilando ao redor do que foi 2020", diz Bellotti. Segundo a pesquisadora da FGVAgro, Talita Pinto, a produção de carne bovina alcançou 10,1 milhões de toneladas no ano passado, mas deve avançar para 10,5 milhões este ano. 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