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    • Medida tem objetivo de reduzir o preço do alimento no mercado interno argentino, que subiu 65,3% em abril em um ano. Para as vendas que estão sendo feitas, serão acionados mecanismo de exceção. Ministério da Agricultura/Divulgação A Argentina suspendeu as vendas de carne ao exterior por 30 dias, enquanto define medidas de emergência para frear o aumento do preço no mercado interno, anunciou o governo argentino na segunda-feira (17). Os preços dos diferentes cortes de carne bovina aumentaram 65,3% em abril no país, na comparação com o mesmo mês em 2020, segundo o Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (Ipcva). E o custo de vida no país avançou 46,3%, nos últimos 12 meses, segundo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec). Saiba por que a carne continua mais cara no Brasil O país é o quarto maior exportador de carne bovina do mundo, atrás do Brasil, Austrália e Índia. Em 2020, os argentinos venderam 819 mil toneladas a outros países. "Como consequência do aumento sustentado do preço da carne bovina no mercado interno, o governo decidiu adotar um conjunto de medidas para ordenar o funcionamento do setor, restringir práticas especulativas e evitar a sonegação fiscal no comércio exterior. Enquanto as medidas terminam de ser implementadas, as exportações de carne bovina serão limitadas durante 30 dias", afirmou a Presidência do país. Mecanismos de exceção serão habilitados para as vendas que estão em curso. A decisão foi comunicada pelo presidente Alberto Fernández aos representantes do setor exportador de carne reunidos na associação ABC, durante um encontro na Casa Rosada (sede do governo). Fernández já havia expressado preocupação com os aumentos dos preços no país, principalmente com os alimentos. "Estou muito preocupado com os aumentos dos preços, são inexplicáveis. Estou decidido a atacar este tema. Me preocupa muito, porque é inexplicável. Sinceramente, não há nenhuma razão, além do aumento do consumo, para explicar os aumentos que aconteceram em março e abril", declarou em uma entrevista no domingo ao canal C5N. O presidente afirmou que "celebra" o fato de o país exportar carne, mas lamentou que isto provoque o aumento do preço para os argentinos. Economia Em 2020, as exportações argentinas de carne e couro bovinos alcançaram US$ 3,368 bilhões, uma queda de 16,5% na comparação com 2019. Os principais destinos foram China, Alemanha e Israel, segundo o instituto de estatísticas do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec). Os argentinos consomem a média 49,2 quilos de carne bovina por ano, contra o pico de 69,3 quilos registrado em abril de 2009, segundo a Câmara de Indústria e Comércio de Carnes. A Argentina tem uma das inflações mais elevadas do mundo: em abril, o índice atingiu 4,1% e acumulou 17,6% nos primeiros quatro meses do ano, de acordo com o Indec. O avanço da inflação reforça a impressão de que o governo terá muitas dificuldades para cumprir a meta inflacionária de 29% por ano calculada na Lei de Orçamento. Para enfrentar os efeitos econômicos do longo confinamento de 2020, o governo aprovou um grande programa de ajudas, que implicou uma elevada emissão monetária. As exportações agrícolas representam a maior fonte de divisas do país. A Argentina enfrenta uma recessão pelo terceiro ano consecutivo, agravada em 2020 pela pandemia da covid-19, que provocou uma queda de 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A pobreza alcança 42% da população. Em uma primeira reação, as organizações da chamada "Mesa de Enlace del Campo" criticaram a medida do governo. "Vamos nos reunir de maneira imediata para exercer uma rejeição total a esta medida nefasta", afirmou Daniel Peregrina, presidente da Sociedade Rural Argentina, que reúne grandes produtores. VÍDEO: Entenda em 5 pontos por que a carne está cara no Brasil Carne está mais cara: entenda por que em 5 pontos

    • Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Beatriz Braga/G1 Petrolina Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (18) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

    • Brasil está entre países que têm até 4% da população exposta a longas jornadas. Trabalhar 'demais' mata 745 mil pessoas por ano no mundo, revela estudo GETTY IMAGES via BBC Jornadas de trabalho excessivas estão matando milhares de pessoas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O primeiro estudo global do tipo revela que 745 mil pessoas morreram em 2016 de derrame e doenças cardíacas relacionadas a longas horas de trabalho. O relatório mostra que as pessoas que vivem no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental são as mais afetadas. E a OMS avalia que a tendência pode piorar devido à pandemia do coronavírus. O Brasil está na faixa de países que têm até 4% da população exposta a longas jornadas de trabalho (55 horas ou mais por semana). Isso coloca o país entre os menos afetados por jornadas exaustivas do mundo - nos países onde o problema é mais grave, esse percentual chega a atingir mais de 33% da população. A pesquisa descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a um risco 35% maior de AVC (acidente vascular cerebral) e 17% maior de morrer de doença cardíaca, em comparação com uma semana de 35 a 40 horas de trabalho. O estudo, realizado em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), também mostrou que quase três quartos dos que morreram em consequência de longas jornadas de trabalho eram homens de meia-idade ou mais velhos. Frequentemente, as mortes ocorreram muito mais tarde na vida, às vezes décadas depois, do que o período em que foram realizadas as longas horas de trabalho. 'Não vou mais passar o dia todo no Zoom' Semanas atrás, um post no LinkedIn de Jonathan Frostick, de 45 anos, ganhou ampla repercussão. Ele descreveu como teve uma revelação quanto ao problema das longas jornadas. O gerente de regulação no banco britânico HSBC havia acabado de se sentar numa tarde de domingo para se preparar para a semana de trabalho à frente, quando sentiu um aperto no peito, uma palpitação na garganta, mandíbula e braço, além de dificuldade para respirar. "Fui para o quarto para me deitar e chamei a atenção da minha esposa, que ligou para o 999 [equivalente no Reino Unido ao 192 brasileiro, número que deve ser chamado para emergências médicas]", disse ele. Enquanto se recuperava de um ataque cardíaco, Frostick decidiu mudar sua relação com o trabalho. "Não estou mais passando o dia todo no Zoom", diz ele. A postagem chegou a centenas de leitores, que compartilharam suas experiências de excesso de trabalho e o impacto disso em sua saúde. Frostick não culpa seu empregador pelas longas horas de trabalho, mas uma das pessoas que respondeu ao seu post escreveu: "As empresas continuam a levar as pessoas ao limite, sem se preocupar com seu bem-estar pessoal." O HSBC disse que todos no banco desejam a Frostick uma recuperação plena e rápida. "Reconhecemos a importância da saúde e do bem-estar pessoal e de um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No último ano, redobramos nossos esforços em saúde e bem-estar", afirmou o banco. "As respostas a essa postagem mostram o quanto o assunto preocupa as pessoas e estamos encorajando todos a fazerem de sua saúde e bem-estar uma prioridade máxima." Embora o estudo da OMS não cubra o período da pandemia, especialistas da organização afirmam que o recente avanço do trabalho remoto e a desaceleração econômica podem ter aumentado os riscos associados às longas jornadas de trabalho. Andrew Falls diz que ser enviado para trabalhos longe de casa com pouca antecedência aumentou a pressão de seu trabalho Natalie Falls "Temos algumas evidências que mostram que, quando os países entram em lockdown nacional, o número de horas trabalhadas aumenta em cerca de 10%", diz o técnico da OMS, Frank Pega. Segundo o relatório, calcula-se que as longas jornadas sejam responsáveis por cerca de um terço de todas as doenças relacionadas ao trabalho, representando o maior peso entre as doenças ocupacionais. Os pesquisadores afirmam que há duas maneiras pelas quais as longas jornadas de trabalho levam a piores resultados de saúde. Primeiro, por meio das respostas fisiológicas diretas ao estresse. E segundo, porque jornadas mais longas resultam em que os trabalhadores se tornem mais propensos a adotar comportamentos prejudiciais à saúde, como uso de tabaco e álcool, menos horas de sono e exercício, e uma dieta pouco saudável. Andrew Falls, de 32 anos e engenheiro de campo em Leeds, na Inglaterra, afirma que as longas horas de trabalho em seu emprego anterior afetaram sua saúde mental e física. "Cinquenta a 55 horas por semana eram a regra. Eu também ficava fora de casa por semanas a fio." "Estresse, depressão, ansiedade", relata. "Eu estava num estado constante de abatimento." Depois de cinco anos, ele deixou o emprego para recomeçar como engenheiro de software. O número de pessoas trabalhando longas jornadas estava aumentando antes da chegada da pandemia, de acordo com a OMS, e era de cerca de 9% da população global total. No Reino Unido, o Instituto Nacional de Estatísticas Britânico (ONS, na sigla em inglês) mostrou que as pessoas que estavam trabalhando em casa durante a pandemia fazem uma média de seis horas extras não remuneradas por semana. As pessoas que não trabalhavam em casa fazem em média 3,6 horas extras semanais, segundo o ONS.

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